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Como o Partido avalia a atual situação de Cuba?

Quando a União Soviética acabou, a economia cubana teve uma queda drástica, de 85%. O país, mesmo com as dificuldades impostas pelos Estados Unidos (que esperavam que o governo de Fidel viesse abaixo por causa da crise), adotou medidas para se recuperar. Em especial de 1994 para cá, a economia vem tendo uma recuperação progressivamente ascendente – só neste ano, um crescimento de 5% do Produto Interno Bruto. Agora, os cubanos prevêem para os próximos dois anos alcançar a produção total da época do fim da URSS. É importante ressaltar que tal recuperação se dá num quadro mundial de economia praticamente estagnada e até de recessão em algumas regiões do planeta. Cuba conseguiu romper o cerco imposto pelos EUA e atualmente mantém relações comerciais com 171 países, inclusive com a China (que o governo classifica como "excelentes relações"), com o Japão (que re-escalonou a dívida da Ilha) e com a Rússia.

Cuba está saindo do que eles chamam de "período especial", uma política econômica de guerra, desenvolvida em tempos de paz. O governo e o povo cubanos foram obrigados a adotar essa política devido ao cerco econômico e militar feito pelos Estados Unidos contra a ilha. Anteriormente, Cuba vivia uma dependência econômica profunda da União Soviética. Quando a URSS acabou, o país viveu grandes dificuldades, ma agora esse quadro está se revertendo. A Ilha vive atualmente o imenso desafio de realizar um Movimento de Luta de Idéias, que objetiva plasmar o ser humano culto. Não apenas homens e mulheres instruídos, mas que tenham conhecimentos de literatura, de arte, de política, de economia, que tenham acesso aos conhecimentos científicos. Para os cubanos, essa formação multidimensional é parte fundamental da construção do socialismo.

Em novembro de 2001, uma delegação do PCdoB fez uma visita oficial à Cuba. Nessa oportunidade, reforçou seu compromisso com a defesa da revolução cubana e com o apoio e solidariedade ao seu povo.