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Tese do 14º Congresso do PCdoB – septuagésimo segundo parágrafo

Além do objetivo assinalado, são importantes também para o balanço os parâmetros indicados por aquela Conferência para reger esse papel político inédito do Partido. Os comunistas atuam numa frente ampla, interpartidária, política e social, orientados pela diretriz “unidade e luta”. Sobretudo por se tratar de uma frente com responsabilidade de governo, a relação predominante é de “unida...

Tese do 14º Congresso do PCdoB – septuagésimo primeiro parágrafo

O Partido, na sua 9ª Conferência Nacional realizada em junho de 2003, aprovou a tática de apoiar e participar do governo Lula com o objetivo de impulsioná-lo “na condução das mudanças que consistem no aprofundamento da democracia, e na adoção de um projeto nacional de desenvolvimento, voltado para a soberania e o progresso social”.

Tese do 14º Congresso do PCdoB – septuagésimo parágrafo

Terreno novo e até então inexplorado no Brasil pelos comunistas, pela primeira vez na história da legenda, o PCdoB passou a fazer parte do governo da República. Cabe ressaltar que esta participação se dá nos marcos do capitalismo, num governo de coalizão no qual os comunistas eram força minoritária. Esta condição e o fato de não ter se constituído um núcleo de esquerda na coalizão governista, por ...

Tese do 14º Congresso do PCdoB – sexagésimo nono parágrafo

Os fatos positivos, no entanto, não podem ocultar erros e insuficiências tanto do governo quanto dos movimentos. Em diversas oportunidades, o movimento sindical não alcançou a politização e a unidade política compatíveis com o grau de acirramento do confronto com a oposição. O governo, no curso da acirrada luta política, se relacionou insuficientemente com a sua base de movimentos sociais, salvo e...

Tese do 14º Congresso do PCdoB – sexagésimo oitavo parágrafo

Para governar e avançar nas mudanças é essencial a mobilização política do povo, força motriz das transformações sociais. Os movimentos sociais são essenciais para a realização de um projeto nacional de desenvolvimento. Avanços nesse sentido foram conquistados em decorrência da luta e da mobilização dos trabalhadores e do povo.

Tese do 14º Congresso do PCdoB – sexagésimo sétimo parágrafo

O desenvolvimento contínuo do país a taxas robustas, indispensável para a existência de um ciclo longo no qual avance um Projeto Nacional, não teve a prioridade necessária. Prevaleceu uma política econômica híbrida, com direções opostas: uma dirigida ao desenvolvimentismo, enquanto a outra beneficiava o rentismo tanto pelas políticas monetária e cambial, quanto pelo superávit primário. Foi mantido...

Tese do 14º Congresso do PCdoB – sexagésimo sexto parágrafo

Ao PT, pelo seu papel e força, cabia exercer a hegemonia da coalizão, mas ao exercê-la ele incorreu em erros e distorções. Minimizou o papel da esquerda na condução do processo político. Teve deficiências para exercer a direção política da aliança. Por um lado, faltaram-lhe um horizonte estratégico e convicções em torno de um projeto de Nação para impulsionar a transição, adotando com frequência u...

Tese do 14º Congresso do PCdoB – sexagésimo quinto parágrafo

Mesmo assim, foi um erro a não realização, ainda que de modo parcial, das reformas estruturais democráticas. No período 2007-2012, estabeleceu-se correlação de forças mais favorável, criando espaço de oportunidade para se tentar implementar as reformas, mas os governos Lula e Dilma não souberam aproveitá-lo. Faltou-lhes visão, convicção e decisão política.

Tese do 14º Congresso do PCdoB – sexagésimo quarto parágrafo

Provou-se correta a concepção tática de que a esquerda nem vence e nem governa sem alianças, sem constituir maioria no Congresso Nacional e na sociedade. Não houve erro em pactuá-las. São indispensáveis coalizões amplas, firmadas em torno de programas, e que, para terem condução consequente, precisam ser lideradas pelas forças progressistas e de esquerda. As coalizões abarcaram um arco amplo de cl...

Tese do 14º Congresso do PCdoB – sexagésimo terceiro parágrafo

A perda de hegemonia política da esquerda, cujo marco inicial foram as manifestações de junho de 2013, deu-se após prolongada ofensiva do consórcio golpista. Consumou-se a reviravolta pró forças neoliberais no decorrer de 2015 pela junção dos danos da recessão econômica com o uso pesado e manipulado de uma velha arma da direita: “o combate à corrupção”. Desde o chamado “mensalão”, em 2005, ficou c...

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