PCdoB

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Por que o Partido teve que se reorganizar em 1962?

Em 18 de fevereiro de 1962, sob a direção de João Amazonas, Maurício Grabois, Pedro Pomar, Lincoln Oest, Carlos Danielli e Elza Monnerat, dentre outros, realizou-se a Conferência Extraordinária que reorganizou o Partido Comunista do Brasil. O rompimento com os seguidores do rumo que levou a URSS de volta ao capitalismo é um acontecimento de importância histórica. O jornal A Classe Operária, retomando as tradições comunistas, afirmou em editorial de agosto de 1962: "As forças revolucionárias, ao mesmo tempo em que lutam por um governo popular revolucionário, têm o dever de organizar a luta do povo, as ações de massas contra a carestia de vida, pela reforma agrária radical, pela solução dos problemas de abastecimento, pelas liberdades". Em julho de 1963 publicou o documento Resposta a Kruschev, onde desmascara o caminho de traição ao socialismo adotado pelos novos governantes soviéticos e seus seguidores e faz fundamentada defesa da reorganização do Partido Comunista do Brasil, que passou a ser conhecido pela sigla PCdoB.

Desde a reorganização, em 1962, o PCdoB vem se firmando como corrente marxista-leninista. Aprofunda a crítica e a autocrítica dos erros e dos desvios do passado. Os 6º e 7º congressos do Partido assinalaram avanços na formulação de uma linha política correta revolucionária. O 8º Congresso promoveu o salto decisivo: "O Partido que somos e queremos ser - assinala o Informe ao Congresso - é diferente das organizações liberais ou reformistas burguesas e pequeno-burguesas. Somos um partido de classe, de feição proletário-revolucionária." Vale dizer, diferente principalmente no conteúdo, nas concepções que defende. O Partido propaga as concepções do proletariado revolucionário que objetivam a transformação radical da sociedade.